Meu perfil
BRASIL, Mulher



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Blog dos Pitacos
 Fotolog da Lala




Coçando a Cuca
 


Como o açúcar pode explodir sua casa

Acredita que poeira de açúcar possa ter feito isso?

Leia o texto para descobrir como....

A história parece completamente absurda? Pois é. Mas o que é mais absurdo é o fato de que o açúcar pode realmente ser perigoso - não para o consumidor, mas para as pessoas que operam a refinaria.

Ainda que você talvez nunca tenha pensado nisso, uma das propriedades do açúcar é ser inflamável. Quem quer que tenha passado por uma má experiência ao caramelizar o açúcar serve como testemunha do fato. Um marshmallow em chamas é outro bom exemplo de açúcar inflamável, apesar de não explodir. Mas, então, como pode o açúcar explodir?

Na verdade, aquilo que torna o açúcar inflamável nada tem de incomum. De fato, antes do desastre na refinaria da Imperial Sugar, houve 281 explosões de poeira volátil nos Estados Unidos entre 1980 e 2005, que custaram 119 vidas. As explosões foram causadas por poeira de cereais, madeira e outras substâncias.

"Qualquer material orgânico pode queimar", diz o Dr. Steve Brown, químico da Universidade do Arizona. Mas para que uma explosão aconteça, especialmente em caso de poeira volátil, como a de açúcar, outros fatores precisam estar envolvidos.

                 

Imagine que uma pessoa esteja em uma sala fechada na qual existe uma camada espessa de poeira de açúcar. Quando a pessoa bate com a mão espalmada no tampo de uma mesa, dispersando parte da poeira, se ela for imprudente e decidir acender um fósforo, o que aconteceria em seguida, se observado em câmera lenta, seria não uma detonação única e instantânea, mas uma reação em cadeia. A partícula de açúcar acesa pelo fósforo atearia fogo a outra partícula e assim por diante. O processo todo seria alimentado pelo oxigênio da sala e, como a poeira fica suspensa no ar, ela interagiria mais facilmente com o oxigênio do que se estivesse assentada sobre a mesa. Esse é também o motivo por que os marshmallows não explodem: o açúcar que eles contêm não encontra muito oxigênio para interação, dada a densidade do produto.

A força da explosão depende da sala. A reação em cadeia produzida pelas partículas de açúcar incandescentes gera energia. Isso produz compressão e expande o volume de ar. Quando essa concentração ocorre mais rápido do que a queima da chama (como pode ser o caso em um ambiente fechado), uma explosão ocorre.

A primeira explosão é a explosão primária, e a força que uma explosão primária cria pode movimentar ainda mais poeira de açúcar, o que geraria uma explosão secundária. As duas podem acontecer em rápida sucessão, e a segunda detonação é muitas vezes a mais poderosa.

Determinar se uma sala repleta de poeira de açúcar pode explodir depende também de outros dois fatores. As dimensões das partículas de açúcar são importantes. A Associação Nacional de Proteção contra Incêndios dos EUA concluiu que partículas de poeira precisam ter 420 mícrons para que sejam voláteis. Isso parece pequeno, mas, na verdade, representa um grão quatro vezes maior que o grão médio de sal de cozinha. E tampouco é necessário grande volume de poeira para constituir ameaça. A associação diz que bastam alguns milímetros de poeira, sobre apenas 5% da superfície de uma área, para que haja "risco significativo de explosão".

 

Pra que pólvora né? Cruzes....

 

Fonte: Chemical Safety Board, CNN. Retirado de "como tudo funciona".



Escrito por R às 11h48
[] []





História da caneta esferográfica

Não vou entrar no mérito da escrita que, por si só, já é um assunto pra mais de metro de página... quem sabe mais pra frente...

Falemos sobre o objeto:

 (a ponta da caneta esferográfica com -claro- a esfera)

O jornalista húngaro Laszlo Biro conhecia bem os problemas das canetas normais e, enquanto visitava a redação de um jornal, ele teve a idéia de criar uma caneta que utiliza uma tinta de secagem rápida, em vez da tinta da Índia. Observando que a tinta do jornal saía imediatamente seca e quase nunca borrava, Biro se dedicou a criar um novo tipo de instrumento de escrita que utilizasse uma tinta semelhante. Para evitar que sua caneta entupisse com uma tinta espessa, propôs o uso de uma pequena esfera de metal que rolava em uma extremidade do tubo onde estava esta tinta de secagem rápida. A esfera então teria duas funções: agir como um protetor para impedir que a tinta secasse e permitir que a tinta fluísse para fora da caneta a uma velocidade controlada.

Em 1938, Biro e seu irmão Georg, que era químico, entraram com um pedido de patente junto ao Departamento Europeu de Patentes. Laszlo Biro teve que deixar a Hungria e recebeu a patente em Paris. Começou então a produzir os primeiros modelos comerciais, as canetas Biro. Posteriormente, o governo britânico comprou os direitos da caneta patenteada para que pudessem ser utilizadas pela tripulação da Força Aérea Real. Além de serem mais resistentes que as convencionais, as canetas esferográficas funcionam em grandes altitudes onde há menos pressão (canetas tinteiro convencionais vazavam nessas circunstâncias). Seu desempenho de sucesso para a Força Aérea Real colocou a caneta Biro sob os holofotes, e durante a Segunda Guerra Mundial, a caneta esferográfica foi amplamente utilizada pelos militares.

Nos Estados Unidos, a primeira caneta esferográfica de sucesso a ser produzida comercialmente, que viria a substituir a caneta tinteiro comum, foi apresentada por Milton Reynolds, em 1945. Vinha com uma pequena esfera que liberava uma tinta pesada e gelatinosa sobre o papel. As Canetas Reynolds foram divulgadas como "a primeira caneta que escreve debaixo d'água". Reynolds vendeu 10 mil das canetas que criou logo que foram lançadas. Essas primeiras canetas eram caras (cerca de US$ 10 cada), principalmente por causa da nova tecnologia.

Em 1945, as primeiras canetas esferográficas acessíveis foram fabricadas quando o francês Marcel Bich desenvolveu um processo industrial de fabricação de canetas que reduzia significativamente o custo por unidade. Em 1949, Bich lançou suas canetas na Europa. Deu a elas o nome "BIC", uma versão abreviada do seu nome que seria fácil de lembrar. Dez anos depois, a BIC vendeu suas primeiras canetas no mercado norte-americano.

No início, os consumidores relutavam em comprar uma caneta BIC, já que tantas outras canetas haviam sido lançadas sem sucesso no mercado dos EUA por outros fabricantes. Para acabar com essa relutância, a empresa BIC criou uma campanha em rede nacional de televisão para contar aos consumidores que esta caneta esferográfica "escreve logo de cara, sempre!" e que seu preço era de apenas US$ 0,29. A BIC também lançou anúncios de TV que mostravam as canetas sendo atiradas de rifles, amarradas a patins de gelo e até montadas sobre britadeiras. Após um ano, a concorrência forçou a queda de preços para US$ 0,10 por caneta. Hoje, a empresa BIC fabrica milhões de canetas esferográficas por dia.

 

Por: Melissa Russell-Ausley



Escrito por R às 11h00
[] []





Sobre a palavra

Saudade

Achei bárbaro este texto sobre essa palavra tão linda e peculiar...


"Foram criadas tantas comemorações, tantos dias e homenagens, só não foi criado até agora o "dia da saudade". Estamos devendo essa à nossa língua, pois só nela pode ser expresso este sentimento e, segundo Bastos Tigre, nas suas trovas, por "ela valeu a pena inventar-se o português".

Pode-se refutar o argumento dizendo que em outras línguas pode-se expressar o mesmo com outra forma como "I miss you", "tengo nostalgias de usted", "je languis de toi". Mas nenhuma tem o mesmo conteúdo semântico de tristeza e vontade de rever, resumido em uma única palavra que pode ser assim definida: "Saudade não é lembrança, nem mesmo recordação, saudade é a dor da ausência, maltratando o coração".

Também pode ser dito que o Dia de Finados já é uma data da saudade, mas nós não temos saudades apenas de quem partiu para sempre. Temos saudades até de nós mesmos, das faces que perdemos nos vários espelhos que refletiram nossa imagem e, às vezes, temos saudade e não sabemos nem de quê, como dizem os versos: "Eu hoje estou com saudade não sei ao certo de quê. de um dia de claridade, de um carinho de verdade, de ouvir a voz de você/ Eu sinto uma falta louca de um sonho bom que morreu, da alegria que foi pouca... de um olhar que não se vê... pois não há maior saudade que essa estranha ansiedade não sei ao certo de quê".

Fernando Pessoa tomou-a como mote constante, sentimento emblemático de seu povo: "Saudades, só portugueses/ Conseguem senti-las bem/ Porque têm essa palavra/Para dizer que as têm".

Porém, não são apenas os portugueses, e sim todos aqueles que usam a língua portuguesa, que com o termo exprimem o sofrido sentimento. A vida vai tecendo laços e tudo que tece são pedaços do vir-a-ser que se transforma em ser. Assim, a saudade aportou no Brasil com a colonização e, sendo o Recife um dos primeiros, senão o primeiro porto a ser tocado na rota, ela aqui aportou e fez sua morada em nosso Pernambuco.

Na nossa poesia, ela é dominante, ora representada pela "cotovia" em Bandeira, saudade da terra natal e da perdida alegria da infância, ora representada pela "noite de São João", junto com os entes queridos que estão "dormindo profundamente".

Olegário Mariano, ligando-a ao "amor" na encruzilhada do "Destino", diz que "ela veio ao mundo para ser boa e dar o seu sangue a quem a queira". Outros dizem ser "parte de nós que alguém leva, parte de alguém que nos fica". O sábio e saudoso Luiz Gonzaga avisava que a saudade é boa quando "a gente lembra só por lembrar, porém se vive a sonhar com alguém que se deseja rever, saudade aí é ruim", e eu digo isso por mim. É também, paradoxalmente, um dos temas recorrentes no tempo da folia, nas letras do frevo canção e de bloco - "a dor de uma saudade vive sempre no meu coração" -, a cantar as saudades do amor perdido ou da terra natal. Os versos emocionam lembrando que "a saudade é tão grande que até me embaraço ou ainda que é tão grande a saudade que até parece verdade que o tempo ainda pode voltar".

De etimologia incerta, as formas arcaicas primeiras foram "suidade, soedade e soidade", na fase do galego-português. Teria vindo assim de "soledade", solidão. Também foi levantada a hipótese de vir de "salutate", uma saudação bastante usada nas despedidas das cartas romanas. Até a influência de "saúde" já foi aventada. A dificuldade de explicar a mudança fonética fez João Ribeiro opinar que saudade tem origem no árabe "saudá", profunda tristeza. A outra hipótese (meio fantasiosa) é ter derivado de "Ceudda", forma bérbere de dizer Ceuta, fortaleza distante onde os soldados passavam longo tempo ausentes da terra natal.

O que fica, na verdade, é que com esta palavra, marca-se um estado de espírito que outras línguas não exprimem com precisão, sentimento muito próprio dos que usam o português como língua materna. (...)"

Por NELLY CARVALHO



Escrito por R às 18h06
[] []





Mitos X Verdades

 

 

É verdade que a lua tem influência no crescimento dos cabelos?

 

Crenças como a de que se deve cortar os cabelos na lua crescente para acelerar o crescimento, ou na lua cheia para que ganhem volume, não se baseiam em nenhuma evidência científica, explica o dermatologista Arthur Tykocinski. Qualquer que seja a fase do ciclo lunar, os cabelos crescem, em média, um centímetro por mês. Cada fio tem um ciclo de existência que dura de dois a cinco anos: nos últimos meses, ele pára de crescer, cai e é substituído por outro. Não há, tampouco, medicamento que acelere o crescimento dos fios, apenas produtos que estimulam os folículos capilares.

 

Fonte: Veja Online

 

Não. Até hoje, ninguém conseguiu provar que haja alguma relação entre as fases da Lua e nossas madeixas. "Não existe força física que relacione a Lua com o crescimento do cabelo", afirma o astrônomo Júlio Klafke, da Universidade de São Paulo.

Mas, se o astro influi até nas marés, por que não acreditar que ele possa ajudar os fios da cabeça a crescer? "É um caso totalmente diferente", diz Júlio. O oceano tem uma massa imensa e por isso é atraído pelo satélite. Como a gravidade é proporcional ao peso, corpos levinhos, como nossas cabeças, sofrem bem menos seus efeitos.

 

Fonte: Superinteressante

 

 

 

Então deixa a lua, coitada....

 



Escrito por R às 22h14
[] []





HISTÓRIA DO FERRO DE PASSAR ROUPAS

Ok, ninguém gosta.... mas alguém tem que fazer. E sempre houve alguém que fizesse....

A história do ferro de passar se inicia quando o homem passa a utilizar tecidos para se vestir e percebe que o aspecto amarrotado não é dos mais agradáveis. E aí começam a surgir as mais variadas formas de alisar e dar brilho às roupas.

Se você acha que os vestidos plissados eram o must da moda dos anos 50 ou 60, está enganado. Os antigos egípcios desenvolveram utensílios, hoje chamados "brunidores", feitos de pedra polida ou vidro, utilizados para dar brilho aos tecidos e deixá-los plissados ou pregueados.

As primeiras peças parecidas com o que conhecemos hoje são os ferros maciços, feitos na forja. Estes modelos eram esquentados sobre estufas alimentadas a carvão, na lareira ou sobre a chapa do fogão a lenha. A desvantagem deste tipo de ferro é que obrigava a ter vários deles, pois iam se revezando na mão da passadeira à medida que esfriavam.

A vida dos passadores, alfaiates e donas de casa começou a melhorar no século XVII, quando surgiu o ferro a carvão. Neste caso bastava um ferro, que ia sendo abastecido à medida que o carvão virava cinza. Aí também tinha um problema: às vezes saía fuligem de dentro do ferro, ou pior: faíscas. E lá se ia uma bela peça de roupa ou um lençol branquinho.

A solução veio com os ferros a cunha. Em vez de carvão, o aquecimento vinha de uma cunha ou lingüeta de ferro, bronze, latão, cobre ou pedra. A cunha era esquentada diretamente sobre o fogo e introduzida no ferro. Assim que esfriava, era só substituir por outra recém-saída do fogo.

Depois vieram os ferros a combustível (querosene, álcool, acetileno e gás). Alguns tinham um desenho exótico, com uma espécie de tanquinho acoplado – para os combustíveis líquidos. Já no caso do gás, a alimentação era feita pela mangueirinha, como nos fogões. E veja só: no Rio de Janeiro do século XIX o gás vinha direto da rede de iluminação. Nada de bujão, portanto.

No século XX veio a solução definitiva – pelo menos até agora –: o ferro elétrico. Leve, versátil, seguro, popularizou o ferro de passar como um utensílio do cotidiano de todos os lares.

Na mesma época de surgimento do ferro elétrico, outra invenção semelhante foi apresentada ao público, um modelo em que o calor necessário ao instrumento era produzido por uma lâmpada. Mas ele não agradou a ninguém porque seu uso oferecia certo perigo a quem o tivesse em mãos. Dez anos mais tarde apareceram os ferros de passar com resistência. Else eram mais práticos, eficientes e seguros; aliavam limpeza ao controle de temperatura, permitindo que sua elevação ou diminuição fosse feita sem perda de tempo; podiam ser usados em qualquer local que dispusesse de eletricidade; e, sobretudo, eram oferecidos aos interessados a preço acessível.

Beneficiado pela expansão da rede de distribuição elétrica, e pela facilidade de produção e montagem dos instrumentos, o que podia ser feito até mesmo pelos pequenos fabricantes da época, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo na rotina diária de suas respectivas moradias. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde o ferro a vapor, hoje o mais comum.

 1800                         1819

 de 1960                      anos 2000

 2007 - ferro sem fio

Fontes: Fundação Cultural de Joinville e Fernando Kitzinger Dannemann.



Escrito por R às 11h53
[] []





Nostalgia

Encontrei um link muito bacana que mostra a região central de São paulo em 1972, quadro a quadro.

Pra quem gosta: http://almanaque.folha.uol.com.br/bd/450anos/mapa/mapa2.htm

Fonte: Almanaque Folha Online

 

E nesse contexto, algumas fotos de antigamente:

Fontes: sempla.prefeitura.sp.gov.br, classicalbuses.fotopages.com e skyscrapercity.com



Escrito por R às 10h04
[] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]