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Coçando a Cuca
 


Leis absurdas pelo mundo

                                   A falta do que fazer....

A cidade de Miami, na Flórida, Estados Unidos, não sabe o que fazer com suas buzinas. Uma norma de 1967 estabelece que "nenhuma pessoa deve operar uma bicicleta que não esteja equipada com um sino ou equipamento capaz de produzir um sinal audível a pelo menos 100 pés (30 metros) de distância". Outra lei, de 1980, proíbe os ciclistas de utilizar esses mesmos equipamentos de alerta sonoro. (Ou seja, lá todo mundo tem que ter buzina mas ninguém pode usar).

Uma lei do Estado americano do Tennessee determina que é proibido praticar caça esportiva sobre qualquer veículo em movimento. O regulamento faz exceção para apenas um tipo de animal: as baleias. Detalhe: o Tennessee tem um litoral tão extenso quanto o de Minas Gerais - a praia mais próxima está a 500 quilômetros.

Nos anos 60, o senador estadual do Alaska Bob Ziegler apresentou uma lei que proibia que cachorros civis imitassem cachorros policiais. Ou seja, cães comuns não poderiam andar nos locais reservados aos agentes caninos nem comer a mesma comida. Caso fosse aprovada, a lei poderia restringir até mesmo o direito de morder bandidos.

Em setembro de 1999, Jose Rubio, prefeito de Lanjaron, Espanha, proibiu a morte em seu município. O cemitério da cidade estava lotado e, enquanto a prefeitura procurava um terreno para construir outro, os 4 000 habitantes deveriam cuidar da saúde para não falecer. Os infratores teriam que responder por seus atos. Soa bizarro para nós brasileiros, mas, pasme, a idéia é familiar para os franceses. O prefeito de Le Lavandou, no sul da França, formulou uma lei idêntica depois que a assembléia vetou a construção de um novo local de descanso para os mortos.

O Estado americano da Virgínia faz jus ao nome. Além de proibir por lei o sexo anal e o sexo oral - medidas que tornam o homossexualismo virtualmente ilegal -, a legislação veta qualquer outra posição sexual que não seja o "papai-e-mamãe". Também é proibido fazer cócegas em mulheres.

O município de Chico, na Califórnia, formulou uma lei que determinava uma multa de 500 dólares para quem explodisse uma bomba nuclear em seu território. A medida, feita para conter o terrorismo, esqueceu de especificar quem sobraria para cobrar o dinheiro do infrator.

A cidade de Chateauneuf-du-Pape, França, famosa por seus vinhos, proibiu, em 1954, que discos voadores pousassem sobre suas vinícolas. Só sobre as vinícolas! Caso isso acontecesse, o "veículo" deveria ser imediatamente recolhido para um depósito. A medida, que obteve sucesso em afastar os OVNIs, foi revogada poucos anos depois. No Brasil, os alienígenas seriam mais bem-vindos. O munícipio de Barra do Garças, no Mato Grosso, criou, em 1995, uma área de 5 hectares destinada ao pouso de objetos voadores não-identificados.

Garantir a sobrevivência dos animais não basta: é preciso também defender o seu bem-estar. Em 1980, o Estado do Wyoming proibiu que se tirem fotografias de coelhos entre janeiro e abril sem uma licença oficial. Os zelosos legisladores queriam proteger a privacidade dos bichinhos em sua época de acasalamento. Já na cidade de Pacific Grove, na Califórnia, os deputados determinaram multas de até 500 dólares para pessoas que molestarem ou ameaçarem borboletas. E em Nova Orleans, Louisiana, é ilegal amarrar um jacaré a um hidrante. (Alguém aí sabe como se "ameaça" uma borboleta?)

Na Florida, é ilegal uma senhora solteira, divorciada ou viúva fazer pára-quedismo aos Domingos à tarde.

Jim Kaster, deputado no Texas criou uma lei, onde cada bandido deveria ser obrigado a avisar as suas futuras vítimas, com antecedência de 24 horas, sobre o crime que eles iriam cometer.

No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas estes têm que ser fêmeas. Relações sexuais com machos é punível com a morte.

Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido - e na primeira vez que isso ocorre, sua mãe deve estar no quarto para testemunhar o ato.

No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.

Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária. Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira. (tijolo?)

 

Fonte: Gargalhadas. Iol; Superinteressante

 



Escrito por R às 14h56
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O que aconteceria se....?

E se a água dos oceanos fosse doce?

Um mar de água doce mexeria com todo o clima da Terra – e com nossa vida também. O planeta teria mais geleiras, poderia abrigar menos pessoas e nós seríamos mais deprimidos. A parte boa dessa coisa toda é que não faltaria água para beber e, talvez, o homem inventasse mais.

As mudanças seriam tão grandes quanto o volume de sais que existe no mar: hoje, se os oceanos secassem, o planeta poderia ser coberto por uma camada de sal com 150 metros de espessura! A maior parte é sal de cozinha (cloreto de sódio). O resto são sais de enxofre, magnésio, cálcio e potássio, entre outros.

O sal é um dos fatores que determinam a movimentação das correntes marítimas – os outros são a temperatura e os ventos. A água do mar com menos sal (menos densa) corre sobre a água com mais sal (mais densa). "Se toda a água fosse doce, provavelmente haveria menos movimentação nos oceanos", afirma o oceanógrafo Belmiro de Castro Filho, da USP.

E daí? O problema é que o Sol aquece a Terra principalmente pela região do Equador. São os ventos e as correntes marítimas que distribuem o calor para os pólos – e o frio para o Equador. A corrente do Golfo (quente), por exemplo, garante que a Inglaterra não seja um bloco de gelo. E a corrente do Peru (fria) permite a boa pesca no litoral do Chile. Com as correntes mais fracas, as zonas frias seriam mais frias e as quentes, mais quentes. Haveria também mais geleiras. "O clima geral da Terra ficaria mais frio e seco", diz a pesquisadora Leila de Carvalho, do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP. Isso porque o gelo reflete diretamente a radiação solar – e a Terra é aquecida pelos raios absorvidos pelo solo e pela água.

Um consolo nisso tudo: a ecologista Gisela Shimizu, da USP, acha que o frio, por obrigar as pessoas a ficar em casa sem ter o que fazer, poderia estimulá-las a exercitar a criatividade. Quem sabe, vivendo num planeta mais gelado, o homem pensasse mais.

 

 

A TERRA HOJE

ZONA TROPICAL – Entre o trópico de Câncer (norte) e o de Capricórnio (sul).

ZONAS TEMPERADAS – Entre os trópicos e os círculos polares Ártico (norte) e Antártico (sul).

ZONAS POLARES – Além dos círculos polares.

 

Gelo a perder de vista

A água do mar, salgada, congela a -2 oC. Se fosse doce, congelaria a 0 oC. Por isso, haveria mais gelo no mar. O oceano, que hoje é congelado acima da latitude 70o, passaria a ter geleiras até a latitude 60o. Com isso, a América, Ásia e Europa estariam unidas por placas de gelo, no Pólo Norte. E a Antártida ficaria mais próxima da América do Sul, da Austrália e da África.

 

O mar vai virar sertão

Mais geleiras significam um oceano com nível mais baixo. Assim, os continentes teriam mais pedaços de terra descobertos, ou seja, seriam maiores. Algumas ilhas submersas emergiriam e outras seriam ligadas a continentes – Indonésia e Japão, por exemplo, fariam parte da Ásia continental. O mar Vermelho secaria completamente.

 

Marrom da cor do mar

As espécies exclusivamente marinhas não existiriam. Os corais, por exemplo, necessitam dos minerais presentes nos sais marinhos. E as espécies mais coloridas, como certos peixes e invertebrados, são assim para se camuflar nos corais. A vida nos oceanos seria mais parecida com a dos lagos, onde o chão é lodoso. A cor dominante seria, portanto, o marrom.

 

Aridez na Amazônia

Quando a Terra tinha mais geleiras, chovia mais no deserto do Saara, onde viviam até dinossauros. Isso leva a crer que, num mundo de água doce, o Saara seria mais úmido e teria mais plantas e animais. Por outro lado, a Amazônia é tão frágil e seu solo, tão pobre que a floresta não sobreviveria ao aumento da temperatura no Equador, e viraria um deserto.

 

Menos comida, menos gente

Com clima geral mais frio e seco, a capacidade de produzir alimentos diminui. O número de pessoas na Terra é limitado pela quantidade de comida disponível, então seria menor. Provavelmente o homem teria desenvolvido mais formas de viver em ambientes gelados e um meio de transporte eficiente na neve, para ir facilmente da Europa à América pelo Pólo Norte.

 

É 8 ou 80 no clima do planeta

Com menos correntes marítimas, a tendência é que o calor seja menos distribuído. Assim, a região do Equador seria ainda mais quente e as zonas temperadas, mais frias. No geral, as zonas glaciais avançariam até 10o de latitude sobre as zonas temperadas, que encolheriam. Da mesma forma, as zonas tropicais cederiam alguns graus para as regiões temperadas.

 

Fonte: Superinteressante



Escrito por R às 21h26
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